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Apesar de décadas de pesquisa, o transtorno do espectro #autista (#TEA) continua sendo um dos maiores enigmas da #medicina. Em pouquíssimos casos um exame específico é capaz de apontar com precisão sua origem, e a ciência ainda não chegou a um consenso sobre o que realmente desencadeia o transtorno.

Essa lacuna no conhecimento abre espaço para dúvidas, teorias equivocadas e até falsas promessas de cura – terreno fértil para a desinformação florescer nas redes sociais e confundir famílias em busca de respostas.

Em setembro, uma fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegando que a ingestão de paracetamol por gestantes era responsável por “causar” autismo contribuiu para aumentar a insegurança na população. Mas esse argumento não tem embasamento científico.

“Pesquisas extensas foram realizadas na última década investigando as ligações entre o uso de paracetamol e o autismo e, até o momento, nenhuma associação consistente foi estabelecida”, disse, em nota, a Organização Mundial da Saude (OMS).

No Brasil, o Ministério da Saúde afirmou, em comunicado, que a divulgação de conteúdos com essa associação é “irresponsável e pode causar pânico e prejuízo para mães e filhos”. Segundo os dados do Censo de 2022 levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país conta com aproximadamente 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo. No cenário global, a OMS estima que a prevalência do transtorno seja de um a cada 127 indivíduos.

O autismo pode ser considerado um “enigma” por diversas razões. Uma delas é sua causa exata: a ciência já avançou significativamente na compreensão dos fatores associados ao transtorno, mas isso não equivale a conhecer sua origem.

Fonte: metroopoles_saudeeciencia

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