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O Tribunal de Justiça de Alagoas aceitou a acusação apresentada pelo Ministério Público (MP) contra os proprietários do centro de recuperação onde a esteticista Cláudia Pollyanne Faria de Santanna, de 41 anos, faleceu em agosto deste ano, na capital Maceió.
A sentença transforma Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, donos do estabelecimento, em réus por delitos que abrangem: Tortura, Estupro, Omissão e Exercício ilegal da profissão de médico.

Segundo o expediente processual, Jéssica, que havia sido detida em flagrante, também responderá pelo crime de omissão. A prisão de Maurício foi determinada poucos dias após o óbito da esteticista.
Ambos têm um prazo de dez dias para apresentar sua defesa por escrito, podendo anexar documentos e apontar testemunhas. Se não contratarem um defensor particular, a representação legal será assumida pela Defensoria Pública.

Apesar do progresso na esfera judicial, o inquérito policial que apura diretamente o homicídio de Cláudia Pollyanne ainda está em curso.
Guilherme Carvalho Filho, integrante da Comissão de Amigos de Cláudia Pollyanne e Jornalista, esclareceu que, assim que o procedimento for finalizado, as delegadas encarregadas deverão realizar uma conferência de imprensa para detalhar as conclusões do ocorrido.

Relembre o caso

Cláudia Pollyanne foi encontrada morta após ser internada em um centro de reabilitação para dependentes químicos, em Maceió. A família denunciou irregularidades no funcionamento da instituição e sinais de violência no corpo da vítima, o que levou à abertura de uma ampla investigação. Desde então, o caso vem mobilizando autoridades, entidades e a sociedade civil em busca de justiça.

Por Redação

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