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O Centro de Defesa dos Direitos das Mulheres (CDDM) publica, nesta quarta-feira (22), uma nota de repúdio expressando profunda indignação diante do feminicídio de Crislany Maria Gomes da Silva, de 19 anos, e do desaparecimento de sua bebê, Celine Raíssa, de apenas dois meses. O corpo da jovem é encontrado em Maceió, enquanto o paradeiro da criança segue desconhecido.

Na manifestação, o CDDM chama atenção para o aumento alarmante da violência contra mulheres e meninas em Alagoas e em todo o país. A entidade classifica o caso como mais um reflexo da epidemia de feminicídios que escancara a falha do Estado e da sociedade na proteção das mulheres. O texto descreve o crime como um ato de “horror e brutalidade” e alerta para a normalização da violência de gênero no cotidiano.

O CDDM reafirma seu compromisso na luta pela vida, pela justiça e pela equidade de gênero, além de prestar solidariedade aos familiares das vítimas.
“Não é exagero, nem drama: é a realidade que precisamos enfrentar com coragem, políticas públicas efetivas e transformação social”, destaca o CDDM nas redes sociais.

A nota encerra com um apelo pela união e resistência das mulheres alagoanas, reforçando o compromisso coletivo de não se calar diante da violência.
“Não vamos nos calar.”

Esse apelo ganha força quando se relembra outro caso recente em Alagoas: no dia 13 de outubro de 2025, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió (AL), a vítima Luana Cristina de Menezes Cabral, de 27 anos, é encontrada morta em seu apartamento, trajando roupas íntimas e com um pano enrolado no pescoço. A hipótese investigada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital (DHPP) é de feminicídio.

(POR REDAÇÃO)

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