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O empresário Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como chefe de um grupo criminoso envolvido em mineração irregular, suborno a servidores públicos e destruição de áreas tombadas em Minas Gerais, movimentou mais de R$ 1 bilhão. Ele é conhecido por levar uma vida de luxo e promover festas que duram semanas em um dos condomínios mais caros de Alagoas.

Ele foi preso na manhã desta quarta-feira (17) pela Polícia Federal, em um condomínio de luxo, em Alagoas. A prisão faz parte de uma operação que investiga um esquema bilionário de fraudes em crimes ambientais no país.

Em Alagoas, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Porém, a divulgação dos nomes de Alan e de outros alvos foram divulgados pela

TV Globo.

Alan é proprietário de mais de 38 empresas em diferentes setores. No entanto, sua principal atuação atualmente é na mineração, em Minas Gerais. As empresas concentram jazidas que somam 4,5 mil hectares na Serra do Curral, cartão-postal de Belo Horizonte.

A Serra abriga uma grande diversidade de fauna e flora, além de ser referência histórica e geográfica da capital mineira.

Desde 1960, o bioma é considerado patrimônio histórico e artístico nacional.

Alan é dono da empresa Global Mineração, responsável por operações na Serra do Curral e em outras regiões de Minas.

Segundo o site da companhia, sua principal atividade é o beneficiamento e a comercialização de minério de ferro. A empresa já foi alvo do Ministério Público por despejo irregular de rejeitos.

Nos últimos cinco anos, Alan foi autuado cerca de 20 vezes e multado em quase 3 milhões de reais por captar água de um rio sem autorização e por desmatar ao menos 67 hectares na Serra do Curral.

A defesa de Alan ainda não se manifestou.

Fonte: CBN MACEIÓ

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