A partir desta segunda-feira (1°/9), o implante contraceptivo hormonal Implanon passa a ser de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. A determinação é válida para pessoas com idades entre 18 e 49 anos.
O dispositivo, com tamanho aproximado ao de um palito de fósforo, é colocado no braço e impede a gravidez por três anos. O implante atua na liberação de etonogestrel, um derivado sintético da progesterona. A substância é um hormônio feminino vital para o ciclo menstrual.
A incorporação do implante também será feita no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde prevê que o método comece a ser disponibilizado na rede pública ainda neste ano, com 500 mil unidades distribuídas, alcançando 1,8 milhão até 2026. Na rede particular, custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
O ginecologista Vamberto Maia Filho considera a cobertura do Implanon positiva. “Ele tem alta eficácia e baixa manutenção. É uma boa opção especialmente para adolescentes, para um controle mais contínuo, e mulheres com baixa adesão a outros métodos”, resume.
Vamberto reforça, no entanto, que o método, apesar de moderno, não deve ser encarado como solução universal.
“Não existe um único método ideal para todas as mulheres.
O Implanon é altamente eficaz, mas, como qualquer contraceptivo hormonal, ele exige uma avaliação individualizada. A liberação hormonal prolongada pode funcionar muito bem para uma paciente, mas causar efeitos indesejados em outra”, finaliza.
O Implanon e o dispositivo intrauterino (DIU) são métodos contraceptivos reversíveis de longa duração. A principal diferença entre os métodos está na eficácia. O implante apresenta taxa de falha de 0,05%. A taxa do DIU varia de 0,2% a 0,8%, a depender do tipo.

