APAE e entidades nacionais destacam a urgência de adequações em companhias aéreas, aeroportos e destinos turísticos
A acessibilidade deixou de ser apenas uma pauta complementar e tornou-se uma necessidade urgente para o avanço do turismo brasileiro. Cada vez mais, viajantes com necessidades especiais buscam opções que garantam mobilidade, conforto e segurança. Diante desse cenário, companhias aéreas, hotéis, restaurantes e destinos turísticos precisam se adequar para atender a um público crescente e diverso.
Um passo importante foi dado pela companhia aérea Gol, que apresentou recentemente a Escada de Acesso com Elevador, inaugurada no Aeroporto de Maringá (PR). O equipamento, desenvolvido pela própria empresa, permite o embarque e desembarque de passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida de forma prática, segura e ágil. O tempo de acesso a bordo, que antes levava cerca de quatro minutos com cadeiras escaladoras, agora dura apenas 49 segundos, além de exigir menos colaboradores no processo.
Apesar da inovação, especialistas defendem que essa iniciativa não pode ficar restrita a uma única companhia. Para que o turismo seja de fato inclusivo, é essencial que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) atue com mais firmeza, exigindo que todas as companhias aéreas e aeroportos disponham de equipamentos semelhantes. A acessibilidade não deve ser um diferencial, mas um direito garantido a todos os passageiros.
A luta pela inclusão ganha força com o trabalho da APAE, um movimento liderado pelo Vici-presidente Léo Loureiro. A entidade tem sido protagonista em uma verdadeira força-tarefa para garantir que as cidades, hotéis e estabelecimentos comerciais estejam cada vez mais preparados para receber pessoas com deficiência. “Essa pauta vai além do turismo, é uma questão de dignidade e cidadania” ressalta Loureiro.
A busca por um turismo mais acessível também representa uma oportunidade para fortalecer a economia. Com adaptações adequadas, os destinos se tornam mais atrativos para um público que cresce a cada ano, ampliando a circulação de visitantes e fomentando toda a cadeia produtiva.
O desafio agora é transformar exemplos como o da Gol em uma regra nacional, garantindo que todos possam viajar com igualdade, segurança e respeito. Afinal, o turismo só é completo quando é inclusivo.
Fonte: Turismo em Alagoas

