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A comunidade terapêutica Luz e Vida, localizada em Marechal Deodoro/AL é alvo de graves denúncias de pacientes e ex-pacientes. Eles relatam abusos sexuais, espancamentos, negligência médica e alimentação precária.

Uma das vítimas, identificada como Fabiana, afirmou ter sofrido agressões físicas, abusos sexuais e ameaças constantes, incluindo intimidação com um cão da raça Pitbull. Ela relata que o mesmo ocorreu com outros interno, que viviam sob medo e dopagem constante.

Um ex-paciente, que não quis se identificar, confirmou as acusações. Ele explica que as agressões eram frequentes, principalmente quando o proprietário, identificado como Maurício Anchieta, estava sob efeito de drogas ou irritado. Ele diz que os internos eram amarrados com fios e agredidos como parte de um suposto “tratamento”, e que sofreu fraturas em três costelas.

De acordo com os denunciantes, a esposa de Anchieta, Jéssica da Conceição Vilela, também participava e debochava das vítimas. Segundo os denunciantes, há informações de que o proprietário possui antecedentes por homicídio em São Paulo e que outra clínica de sua responsabilidade foi fechada por maus-tratos. De acordo com a prefeitura de Marechal Deodoro, o local não possui documentação para funcionar como clínica.

As denúncias constam em Boletim de Ocorrência (BO) registrado por Leonardo Vieira Mendes, bombeiro civil, que esteve internado compulsoriamente em 2024. Ele afirma ter sido humilhado, ameaçado e presenciado agressões a outros pacientes.

A Polícia Civil instaurou investigação, apontando Jéssica da Conceição Vilela como suspeita, e requisitou exame pericial ao Instituto Médico Legal (IML) para avaliar as lesões corporais relatadas no ex-paciente Leonardo Vieira Mendes.

Cláudia Pollyanne

Uma das paciente da clínica, a esteticista Cláudia Pollyanne Farias de SantAnna, de 41 anos, foi internada para tratar dependência química e morreu com hematomas na mesma clínica. Pollyanne, que lutava contra dependência química, estava internada havia mais de um ano.

Um BO foi registrado após a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marechal Deodoro informar que ela tinha falecido há cerca de quatro horas antes de chegar  ao atendimento, apresentando indícios de hematomas no corpo.

O documento também aponta que Pollyanne foi medicada na clínica. Familiares solicitaram exames complementares para esclarecer a causa da morte. Eles esperam o resultado do laudo completo do IML, bem como a conclusão do exame toxicológico.

Por Redação.

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