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A Defensoria Pública de Alagoas realizou, nesta sexta-feira (8), uma audiência pública em Maceió para apresentar um relatório técnico-científico inédito sobre a subsidência do solo em bairros afetados pela mineração. O documento trouxe várias revelações como a de que o solo da cidade já apresentava movimentações desde 2004, contestando os diagnósticos oficiais e apontando falhas nos boletins da Defesa Civil Municipal e da Braskem.

Durante a audiência, também foi revelado que o deslocamento horizontal no Flexal atingiu 10 mm por ano, o dobro do limite previsto no mapa de criticidade vigente, reforçando a continuidade e seriedade da subsidência na região.

O estudo teve início em fevereiro de 2025, após iniciativa do Núcleo de Proteção Coletiva da Defensoria, que solicitou informações oficiais à Defesa Civil de Maceió para fundamentá-lo.

Conforme os responsáveis, o documento foi elaborado seguindo critérios internacionais de precisão científica e autonomia metodológica e conduzido por especialistas do INPE, UFES, University of Leipzig, Leibniz University Hannover e GFZ, traz uma análise independente e de alto rigor.

Todos os segmentos da sociedade foram chamados para participar da audiência: moradores, instituições públicas e privadas, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil. De acordo com o defensor público Ricardo Melro, apesar de o evento ser aberto, o principal público-alvo do relatório são as vítimas do colapso ambiental. “O relatório é independente e não veio para agradar nem a Braskem, nem ninguém”, declarou.

Melro ainda informou ainda que o documento será entregue ao prefeito JHC e ao coordenador geral Defesa Civil. Caso não haja resposta adequada, a

Defensoria vai recorrer ao Judiciário.

Fonte: CBN Maceió

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