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Em Rio Largo, a “fezinha” virou política pública — e a população virou plateia

Rio Largo parece ter encontrado uma fórmula peculiar de gestão pública: menos investimentos em saúde, educação e infraestrutura, e mais “brindes” para o povo. A nova sensação da cidade atende pelo nome de fezinha — sorteios promovidos pelo atual prefeito, Carlos (ex-Gonçalves), que apostou alto para conquistar o eleitorado. Literalmente.

Em uma ação que chamou atenção não só dos moradores, mas também de observadores da política local, o prefeito sorteou uma moto novinha em folha. Tudo em nome da

“popularidade”. O problema? Ninguém explica de onde sai o dinheiro para bancar os prêmios.

A disputa com seu antecessor, o ex-prefeito Gilberto

Gonçalves – famoso por seus bingos recheados de brindes

– migrou do campo político para o universo do entretenimento popular. Gilberto tinha bingos, Carlos agora tem motos. O que vem depois? Casas? Carros? Ou, quem sabe, um sorteio de cargos públicos?

A estratégia da gestão atual é simples: enquanto a cidade enfrenta deficiências históricas em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura, a cortina de fumaça dos sorteios cumpre bem seu papel de espetáculo. Populismo com marketing digital, embalado por vídeos, camisetas personalizadas e muita piscadinha para a câmera.

Mas a pergunta que ecoa entre os mais atentos é: quem paga essa conta?

Será mesmo prioridade transformar a prefeitura em palco de sorteios? O orçamento municipal virou jogo de azar? A Lei de Responsabilidade Fiscal passou a aceitar “fezinhas” como item de despesa?

Enquanto parte da população vibra com os prêmios, outra parte começa a desconfiar: seria o populismo travestido de sorteio mais uma tentativa de maquiar a ausência de políticas públicas reais?

Rio Largo segue sendo Rio Largo. Com suas peculiaridades politicas, prêmios tentadores e perguntas ainda sem resposta.

Fonte: Jovem Pan News Alagoas

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