A trilha do Monte Rinjani, na Indonésia, onde a brasileira Juliana Marins caiu no último sábado (21), já registrou 180 acidentes e 8 mortes nos últimos cinco anos, segundo dados oficiais do governo indonésio. O local é um dos destinos turísticos mais procurados do país e também uma das trilhas mais desafiadoras, com trechos íngremes, instabilidade climática e riscos elevados.
Juliana, que fazia um mochilão pela Ásia, caiu em um penhasco a caminho do cume do vulcão. Este é o 4° dia de buscas, e as equipes de resgate já desceram 400 metros pela encosta, mas estimam que a localização da brasileira ainda esteja a cerca de 650 metros de distância. O parque nacional anunciou o fechamento temporário da trilha para acelerar as operações de resgate.
O aumento de acidentes levou o governo da Indonésia a recomendar, em março, a criação de um protocolo de segurança para busca e resgate. Entre os principais fatores de risco estão o despreparo físico, o uso inadequado de equipamentos e o desrespeito às trilhas oficiais. A maioria dos acidentes envolve quedas e torções, e 44 dos casos registrados envolvem turistas estrangeiros.
Fonte: G1

