Cientistas identificaram um grupo sanguíneo inédito, chamado “Gwada negativo”, em uma francesa nascida na ilha de Guadalupe, arquipélago francês no Caribe.
A descoberta foi oficializada neste mês, durante congresso da Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue (ISBT), em Milão.
O caso surgiu em 2011, quando exames de rotina detectaram um anticorpo desconhecido na paciente, então com 54 anos e morando em Paris. Na época, a tecnologia não permitia esclarecer o mistério. Somente a partir de 2019, com técnicas avançadas de sequenciamento genético, os pesquisadores confirmaram uma mutação nunca antes registrada.
Hoje, essa mulher é a única pessoa no mundo com esse grupo sanguíneo e só é compatível consigo mesma.
Diferentemente de outros tipos raros, que costumam ter pequenos grupos de compatibilidade, o “Gwada negativo” não possui registros em nenhum outro indivíduo.
O grupo é resultado da herança de um gene mutado de cada um dos progenitores. Seus irmãos, que possuem apenas uma cópia do gene, não manifestam o tipo sanguíneo raro.
Pesquisadores do Instituto Francês de Sangue (EFS) agora trabalham em um protocolo específico para tentar identificar outros portadores, especialmente na população de Guadalupe.
Fonte: Mídia Ninja | Com informações de: France Presse

