Policiais militares são acusados de obrigar suspeitos de tráfico de drogas a vestirem camisetas alusivas à campanha de Lula antes de serem levados à delegacia em Piracicaba (SP).
Moradores, a mãe de um dos jovens e uma deputada acusam os agentes de forjarem a situação.
A deputada estadual Professora Bebel (PT), que denunciou o caso, afirmou ao g1 que as camisetas que o trio vestia são uniformes de campanha e só pessoas contratadas para trabalhar receberam a vestimenta para identificação. Bebel afirmou que entrou com representação na Corregedoria da PM.
Já a mãe do jovem apreendido afirmou que o filho é usuário de drogas e não traficante. Segundo ela, ele não atua em campanha política.
A mulher também disse que os policiais invadiram a casa dela.
“Eles falaram pra mim que não era pra vir atrás. Aí eles deram um soco no peito da minha filha de 14 anos”.
A chegada dos detidos à delegacia foi gravada e a imagem foi compartilhada pelo senador eleito Guilherme Derrite (PL). Em nota, Derrite afirma que o objetivo da publicação foi chamar a atenção para o aliciamento de jovens pelo tráfico de drogas e que não fez qualquer menção às camisetas utilizadas pelos envolvidos – leia a integra do posicionamento aqui.
“Quanto às alegações apresentadas posteriormente, Derrite detende que os tatos sejam devidamente apurados pelos órgãos competentes”, completou, por meio da assessoria de imprensa.
O post de Derrite tinha mais de 358 mil curtidas e quase 25 mil comentários até a última atualização desta reportagem. O PT pediu à Procuradoria Geral da República (PGR) que investigue o caso.
O g1 foi ao local durante a manhã desta quinta-feira e ouviu testemunhas que apontam que o trio detido não estava com camiseta do PT na hora da abordagem.
“Um estava todo de cinza, um de moletom todo azul, boné e o outro estava de bermuda jeans a camiseta branca”, detalhou uma das testemunhas.
Fonte: portalg1
