Articulação de Marcelo Victor aponta Ricardo Nezinho para a presidência e Fernando Pereira para a primeira-secretaria
A próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) já estaria praticamente definida. Pelo menos é o que revelam informações que chegam dos bastidores do Poder Legislativo estadual, onde um acordo articulado pelo atual presidente da Casa, deputado Marcelo Victor, teria consolidado o apoio de 26 parlamentares.
Pelo entendimento construído até agora, o deputado Ricardo Nezinho deverá assumir a presidência da Assembleia, enquanto Fernando Pereira ficaria com a primeira-secretaria. Marcelo Victor, principal articulador da composição, também deverá integrar a futura Mesa Diretora, embora a função que ocupará ainda não esteja definida.
Segundo um interlocutor do Legislativo, o acordo conta com a adesão de praticamente toda a Assembleia, indicando que a sucessão no comando da Casa caminha para uma definição sem grandes disputas. Entretanto, um movimento nos bastidores estaria provocando desconforto entre parlamentares antigos e recém-eleitos.
Tenorinho Malta e a resistência ao acordo
De acordo com o interlocutor, o deputado eleito Tenorinho Malta teria sido o único a não acompanhar o entendimento construído entre os futuros integrantes da Assembleia.
A postura, segundo a mesma fonte, estaria sendo recebida com reservas por parte dos colegas, especialmente porque a composição da Mesa Diretora envolve compromissos políticos e acordos de confiança entre os parlamentares.
O motivo da resistência teria relação com uma articulação familiar. Ainda conforme o relato, Celso Luiz, irmão de Tenorinho Malta, teria interesse em colocar o parlamentar na presidência da Assembleia Legislativa.
A movimentação, no entanto, não teria agradado aos demais deputados, que já estariam alinhados em torno do nome de Ricardo Nezinho.
O episódio teria provocado, inclusive, questionamentos nos corredores da Casa sobre quem estaria efetivamente conduzindo as articulações políticas: o deputado eleito Tenorinho Malta ou seu irmão, Celso Luiz.
Trata-se de uma percepção atribuída ao interlocutor, e não de uma posição oficialmente manifestada pelos parlamentares.
O peso da palavra nos bastidores da Assembleia
Apesar da resistência relatada, a avaliação do interlocutor é de que Tenorinho Malta deverá acabar aderindo ao acordo majoritário, diante da ampla adesão já conquistada pela articulação conduzida por Marcelo Victor.
Mas o episódio deixa uma questão política que vai além da eleição da Mesa Diretora. Na Assembleia Legislativa, onde as decisões dependem de negociações permanentes, a confiança entre os parlamentares costuma ter peso tão importante quanto os votos conquistados nas urnas.
A palavra empenhada, o cumprimento de compromissos e a capacidade de construir consensos fazem parte da dinâmica interna do Legislativo. Por isso, uma eventual resistência a entendimentos coletivos pode produzir consequências políticas que ultrapassam a disputa por cargos.
É justamente nesse ponto que a situação de Tenorinho Malta merece atenção. Caso se confirme o desconforto relatado nos bastidores, o parlamentar poderá iniciar sua atuação na Casa diante do desafio de construir uma relação de confiança com colegas que já participam de um acordo majoritário.
Fonte: Jovempannewsmaceio
