A Justiça do Trabalho voltou a bloquear receitas do Centro Sportivo Alagoano (CSA) para garantir o pagamento de uma dívida trabalhista. A decisão, publicada no Diário Eletrônico do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT-19), nessa terça-feira (22), também alcança valores que o clube tem a receber de competições e contratos de patrocínio.
A ordem é da juíza substituta Luciana Espírito Santo Silveira, da 7ª Vara do Trabalho de Maceió. Pelo Sisbajud, as contas do CSA poderão sofrer bloqueios por até 60 dias, até que seja atingido o valor necessário para cobrir o débito.
A medida não fica restrita às contas bancárias. Dinheiro que o clube tenha para receber da CBF e da Liga do Nordeste também pode ser retido. A determinação cita cotas de participação em campeonatos, premiações e direitos de transmissão de 2026 e dos próximos anos.
Os patrocinadores também foram incluídos na decisão.
Betesporte, Pix das Estrelas, Fatal Model e Caoa Chery deverão reter e depositar em juízo valores que seriam repassados ao CSA, se houver necessidade para assegurar o pagamento da dívida.
O processo estava suspenso depois que o CSA conseguiu uma decisão provisória para interromper os bloqueios e incluir o crédito trabalhista na recuperação judicial. A medida, porém, caiu após o Tribunal Pleno do TRT-19 rejeitar o pedido do clube.
Com a derrubada da decisão provisória, a cobrança voltou a tramitar na Justiça do Trabalho.
Agora, os bloqueios ficam limitados ao valor do débito. A determinação impede que sejam retidos recursos além do necessário para garantir o pagamento cobrado no processo.
Fonte: CBNMACEIO
