O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou pelo indeferimento do registro de candidatura de Antônio Rueda (União Brasil) a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Segundo o órgão ministerial, Rueda estaria inserido em uma estrutura político-territorial na Baixada Fluminense, especialmente em Belford Roxo.
A manifestação representa uma mudança de posição da Procuradoria Regional Eleitoral, que havia defendido anteriormente o deferimento da candidatura por considerar insuficiente o conjunto de provas apresentado.
Rueda é candidato pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. O processo de registro tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
O documento do MPE registra que quatro impugnações foram apresentadas contra a candidatura, embora duas tenham posteriormente sido alvo de pedidos de desistência.
A mudança ocorreu depois que o TRE-RJ determinou novas diligências para buscar provas em fontes oficiais, incluindo Polícia Federal, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Justiça Criminal de Belford Roxo, prefeitura, polícias estaduais e zonas eleitorais. Em 11 de setembro, a Corte havia suspendido o julgamento do registro de Rueda e convertido o processo em diligência.
No primeiro parecer, o Ministério Público havia entendido que as acusações estavam baseadas principalmente em reportagens jornalísticas e certidões criminais, consideradas insuficientes naquele momento. Com a chegada de novos documentos, porém, a Procuradoria passou a sustentar que houve alteração do conjunto probatório.
O principal argumento apresentado pelo MPE está relacionado ao artigo 17, $ 4°, da Constituição Federal, que proíbe a utilização de organizações paramilitares por partidos políticos.
O parecer cita a atuação de Luiz Eduardo Santos de Araújo, conhecido como Eduardo Araújo, e Fábio Augusto de Oliveira Brasil, o Fabinho Varandão, na promoção da chamada “dobradinha” entre Rueda e Márcio Canella, candidato a deputado estadual.
