A Braskem protocolou na Justiça um pedido de recuperação extrajudicial para tentar reestruturar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas financeiras.
Mas como um gigante que acumulou bilhões em lucros ao longo dos anos chegou a essa situação?
Ela tem endereço certo e uma história de destruição inegociável. A extração desenfreada de sal-gema no subsolo de Maceió, iniciada em 1976, provocou o colapso e o esvaziamento de cinco bairros.
Em 2018, os primeiros tremores de terra revelaram a tragédia. A instabilidade do solo se agravou rapidamente até atingir os bairros do Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e parte do Farol. O Pinheiro, o mais afetado, tornou-se praticamente inabitável, enquanto mais de 60 mil pessoas foram forçadas a abandonar suas próprias casas.
Sob forte pressão social e judicial, a empresa teve que arcar com indenizações bilionárias e com o fechamento das minas, minando o seu caixa.
Somado a crises internacionais e ao peso de sua própria herança corporativa, a Braskem chegou nessa situação.
Agora, a empresa tenta blindar suas contas na Justiça enquanto as marcas da mineração em Alagoas segue aberta.
Afundar bairros inteiros tem um preço que nenhuma manobra jurídica consegue apagar.
Fonte: @midianinja
