O ex-prefeito de Maceió e candidato ao governo de Alagoas, JHC (PSDB), levou para sua administração personagens que já haviam atuado na previdência municipal de Campos dos Goytacazes (RJ), onde ocorreu um esquema semelhante ao que a Polícia Federal agora investiga na capital alagoana.
Um deles é João Felipe Alves Borges, atual secretário de Fazenda de Maceió. Ele foi subsecretário de Fazenda de Campos e presidente do Conselho Fiscal da PreviCampos no período em que o instituto fez aplicações que depois entraram na mira das autoridades.
João Felipe presidia justamente o órgão responsável por fiscalizar a gestão da PreviCampos. Em 2019, foi ouvido pela CPI aberta pela Câmara Municipal para apurar os investimentos do instituto.
Em 2023, a PF deflagrou a Operação Rebote para apurar irregularidades que teriam provocado um rombo de R$ 383
milhões na previdência dos servidores de Campos.
A apuração envolveu investimentos em títulos de fundos considerados problemáticos e suspeitas de gestão fraudulenta, peculato, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. São os mesmos tipos de crimes sob investigação na operação deflagrada nesta segunda-feira na capital alagoana.
JHC nomeou João Felipe secretário de Fazenda em 2021. Ele integra até hoje o Conselho de Administração do IPREV Maceió.
A PF pediu o afastamento dele do cargo, mas o ministro André Mendonça, do Supremo, concordou com a PGR e se manifestou contra. O ministro concordou, contudo, em busca e apreensão e bloqueio de bens. A prefeitura de Maceió não informa sobre se ele será mantido no cargo.
Na sua gestão, o instituto destinou R$ 97 milhões ao Banco Master: R$ 80 milhões em dezembro de 2023 e mais R$ 17 milhões em maio de 2024. As aplicações estão no centro da nova investigação da PF.
Fonte: @metropolespolitica
