O laudo do Instituto Médico Legal (IML) feito no menino de 5 anos que teria sido vítima de estupro do ator Marco Furlan, que está preso desde o início do mês, descartou a existência de lesões corporais na criança. O documento, que foi obtido pelo Metrópoles, parceiro do CORREIO, saiu nesta segunda-feira (10).
Segundo o médico responsável pelo exame, não foram detectados elementos que pudessem constatar a prática de atos libidinosos, já que não há no laudo evidências de lesões corporais. Porém, o exame não atesta a inocência, já que ainda é aguardado outros laudos como a ‘pesquisa de espermatozoides’.
O menino foi submetido a exame no dia 4 de agosto, 48 horas após o momento em que o crime teria acontecido. Mesmo com o resultado do exame, a defesa da família entende que as provas da materialidade do crime são incontestáveis. O caso foi registrado em Pindamonhangaba, em uma chácara durante um aniversário.
O boletim de ocorrência da prisão do ex-ator trouxe detalhes sobre o flagrante que resultou na investigação por suspeita de estupro de vulnerável contra o menino, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo o documento, a mãe da criança ouviu gritos vindos de um dos quartos da residência e correu até o local.
Ao acender a luz, encontrou Marco Furlan completamente nu sobre a cama ao lado do menino, que também estava sem roupas. Ainda de acordo com o boletim, a criança chorava, reclamava de dores, dizia “ai… ai…” e mantinha as mãos na região das nádegas. Diante da cena, a mãe ordenou que o artista saísse imediatamente do quarto para socorrer o filho.
Uma amiga que acompanhava a mãe no momento relatou que entrou no cômodo momentos depois e viu o ator sem as calças e segurando a cueca do menino. Antes de chegar ao quarto, ela afirmou ter ouvido o menino dizer “Para… tá doendo”, informação registrada no boletim de ocorrência.
Conforme o documento, Marco Furlan negou ter cometido qualquer abuso quando foi confrontado e resistiu a deixar o quarto. Segundo a testemunha, ele repetia que “jamais faria aquilo” e alegava que estava apenas “passando pelo local”.
Fonte: @metropoles
