A morte de um gato de rua, após uma tentativa frustrada de atendimento no HC Pet, hospital veterinário da Prefeitura de Maceió, levantou novos questionamentos sobre o funcionamento do serviço de urgência e emergência da unidade. O caso aconteceu na noite do último sábado (25) e se soma a outros relatos de tutores e protetores de animais que têm usado as redes sociais para denunciar dificuldades no atendimento.
À CBN Maceió, a denunciante relatou que o gato apareceu gravemente ferido em sua residência, com uma lesão na pata que aparentava ser uma fratura exposta. Ela e outras pessoas resgataram o animal e o levaram ao HC Pet por volta das 23h, acreditando que, por se tratar de uma emergência, ele seria atendido imediatamente.
No entanto, de acordo com o relato, o grupo não conseguiu sequer entrar na unidade. A denunciante afirma que apenas um segurança fez o primeiro contato e chamou uma médica veterinária, que conversou do lado de dentro da grade, sem examinar o animal pessoalmente.
“Ela perguntou o que tinha acontecido e se o gato estava comendo. Como ela não saiu para vê-lo, mostramos um vídeo da lesão. Foi então que ela disse que era um caso cirúrgico, mas que cirurgia só seria realizada a partir de segunda-feira”, contou.
Ainda segundo a denunciante, a orientação foi que o animal permanecesse em casa durante o fim de semana, recebendo apenas medicação para dor. A veterinária também teria informado que, aos sábados e domingos, a equipe é reduzida e que não seria possível realizar o procedimento naquele momento.
Sem conseguir atendimento no hospital público, o grupo decidiu procurar uma clínica veterinária particular. O animal foi avaliado e permaneceu internado para receber medicação e ser reavaliado para uma possível cirurgia, que poderia incluir a amputação da pata lesionada. Apesar dos cuidados, o gato morreu antes que o procedimento pudesse ser realizado.
Fonte: CBNMACEIO
