a informação de que um “construtor” teria sido preso pela Polícia Federal (PF), na cidade de Murici, com cerca de R$ 270 mil.
O caso ganhou repercussão com a divulgação da foto do suposto “empresário” que foi pego com “as mãos na botija”. Mais interessante é que o palco central foi sede do Poder Executivo, na Prefeitura de Murici.
A lembrar que o prefeito atual é Remi Calheiros Filho, é filho do deputado estadual Remi Calheiros, sobrinho de Renan Calheiros e primo do ex-ministro dos Transportes, Renan Filho, todos do MDB.
Todavia, o que isso tem a ver com história atual?
Hoje, 28, a Operação Delivery da PF é resultado da investigação iniciada em novembro de 2025, após a prisão em flagrante desse “construtor e empresário” que transportava R$ 270 mil em dinheiro.
Na operação desta terça-feira (28) a PF apreendeu R$ 123 mil em espécie, além de 1.697 dólares, 7.345 euros e 550 libras esterlinas, totalizando R$ 178.048,31 em moedas nacionais e estrangeiras.
Segundo a PF, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Murici e Maceió. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores que somam R$ 1.301.762,59, além da suspensão do exercício das funções públicas de servidores investigados por suposto envolvimento no esquema.
Os investigados poderão responder, conforme o avanço das apurações, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e associação criminosa.
Outrossim, em ano pré-eleitoral, de fato, começam a surgir as “malas de dinheiro” sempre com alguém ligado à classe política.
A Operação Delivery refere-se mais recentemente à ação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da Uniãodeflagrada em 28 de julho de 2026 em Alagoas, que investiga desvios de recursos federais, fraudes em licitações e corrupção em obras de escolas nos municípios de Murici.
Por fim, é bom rememorar – aos leitores e alagoanos – que a apreensão de dinheiro não é novidade em Alagoas, bem como, de “malas pretas” ou quantias altas – em espécie – próximas aos pleitos eleitorais ou até em ano eleitoral.
A recordar de 2022, daquela Apreensão da mala preta (?) com R$ 146 mil e o inquérito na PF ‘sob segredo de Justiça. Os fatos ocorridos – em outubro – foram mostrados na imprensa com provas na mesa, na qual a dinheirama – apreendida com presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o deputado estadual Marcelo Victor (MDB) – foi levada pela PF.
Depois, devolvido pela decisão do juiz da 2ª Zona Eleitoral de Maceió, José Braga Neto, que – à época – pediu para trancar o inquérito policial e devolver ao presidente da Casa de Tavares Bastos os quase R$ 146 mil apreendidos pela Polícia Federal em 2022.
A pergunta que se faz desde 2025: Em terras de Calheiros, os R$ 270 mil + R$ 178.048,31 precisam de explicações à sociedade?
Será?
É isto!
E viva a política dos políticos em Alagoas!
Por aqui, continuamos com o mesmo jornalismo, respeito e a mesma credibilidade conquistada!
“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.
