O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso na manhã desta quinta-feira (2) durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro.
A ação faz parte de uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e vazamento de informações sigilosas que, segundo a PF, teria favorecido integrantes do crime organizado.
De acordo com as investigações, a organização utilizaria uma rede de empresas e operadores financeiros para ocultar recursos ilícitos ligados à chamada “máfia do cigarro” e ao jogo do bicho. Os investigadores também apuram possíveis conexões do grupo com agentes públicos e integrantes do poder político fluminense. Nesta fase da operação, além de Poncio, também foram alvos o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar.
A Operação Unha e Carne teve início em dezembro de 2025 e, desde então, vem cumprindo mandados em diferentes fases para aprofundar as investigações. Segundo a Polícia Federal, as apurações apontam que informações sigilosas sobre operações policiais teriam sido vazadas, permitindo que investigados destruíssem provas e dificultassem o avanço das ações.
Conhecido nacionalmente por sua atuação como pastor e por ser pai do cantor Saulo Poncio, Márcio Poncio também é empresário e já esteve envolvido em polêmicas relacionadas ao setor de tabaco. Em março deste ano, ele chegou a comentar publicamente as críticas por conciliar a atividade religiosa com negócios ligados à indústria do cigarro.
A defesa de Márcio Poncio afirma que ele é inocente, nega qualquer envolvimento com organizações criminosas e informou que irá contestar as acusações durante o processo. A investigação segue em andamento, e os fatos ainda serão analisados pela Justiça.
