Trabalhadores da Educação de Rio Largo/AL realizaram, nesta quinta-feira (25), um protesto no centro da cidade para cobrar da Prefeitura Municipal os pagamentos dos precatórios do extinto Fundef, cujos recursos foram disponibilizados na conta da Prefeitura em 2017, mas estão sob bloqueio.
A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) e teve concentração em frente à agência do Banco do Brasil, no Centro da cidade. Por meio de cartazes e panfletagem, os manifestantes chamavam a atenção da população e do poder público para o descaso com os profissionais da Educação pública no município.
Segundo a representante Núcleo Regional do Sinteal de Rio Largo, Rosiele Costa, o objetivo do ato é cobrar o cumprimento da Legislação e abrir diálogo com a Prefeitura de Rio Largo sobre os recursos destinados ao rateio.
“O precatório é lei e tem que ser cumprido. O trabalhador tem esse direito desde 1998. A lei diz que é para os professores, porém estamos trabalhando para que os outros profissionais da educação também sejam beneficiados”, explica.
“O Município de Rio Largo recebeu valores do Fundef desde de 2017 e os servidores sabem e estão se organizando junto ao sindicato para garantir o rateio, por isso estamos aqui para dialogar e viabilizar os valores de precatórios.”, Rosiele Costa, secretária de assuntos municipais do Sinteal.
Rosiele destacou ainda que o sindicato já conseguiu ampliar esse direito em outros municípios alagoanos. “Já conseguimos isso em municípios como Maceió, Messias, Coqueiro Seco e Santa Luzia. Rio Largo ainda não resolveu esse assunto”, lembra.
Além do pagamento, a categoria busca acesso às informações sobre os valores disponíveis para o rateio. “Queremos dialogar com a Prefeitura e saber quanto existe no extrato bancário destinado ao rateio. Até hoje não tivemos acesso a essas informações”.
Segundo o SINTEAL, a luta pelo pagamento dos precatórios do FUNDEF em Rio Largo acontece há cerca de 11 anos e antecede as últimas gestões municipais.
Têm direito ao rateio dos precatórios do FUNDEF os profissionais do magistério da Educação Básica, que atuaram na rede pública entre 1998 e 2006, incluindo aposentados, pensionistas e herdeiros, conforme previsto na legislação.
Por Redação.
