Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, amplamente utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, podem estar associados a um benefício adicional além da perda de peso. Um estudo com mais de 600 mil pessoas encontrou uma relação entre os remédios da classe GLP-1 e menores riscos de dependência química, overdose e morte relacionada ao uso de drogas.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis (WashU Medicine) e publicada na revista científica The BMJ. Os resultados sugerem que medicamentos como a semaglutida podem influenciar mecanismos cerebrais ligados ao desejo compulsivo por substâncias como álcool, nicotina, opioides, cocaína e cannabis.
Para investigar essa possibilidade, os pesquisadores analisaram os registros médicos de 606.434 veteranos dos Estados Unidos com diabetes tipo 2.
Fonte: @exame
Um estudo publicado na revista científica The BMJ, que analisou mais de 600 mil pessoas, indicou que os pacientes em uso desses medicamentos apresentaram:
- 18% menor risco de dependência de álcool;
- 20% menor risco para nicotina e cocaína;
- 25% menor risco para opioides;
- 14% menor risco para cannabis.
Além disso, entre aqueles que já possuíam dependência química, houve uma redução de 40% nos casos de overdose e de 50% nas mortes relacionadas ao uso de drogas. Estudos clínicos, como o publicado na revista The Lancet, também reforçam essa diminuição no consumo abusivo de álcool.
Como funciona?
Os cientistas acreditam que o princípio ativo (como a semaglutida) atue diretamente nos receptores cerebrais ligados ao sistema de recompensa, prazer e controle de impulsos. O medicamento age no “freio” neurológico que regula o desejo intenso, conhecido como craving, presente em diversos tipos de vícios.
Recomendações Importantes
Apesar de serem descobertas promissoras, os médicos não indicam o uso desses remédios exclusivamente para o tratamento de dependência química no momento. Ainda são necessários ensaios clínicos específicos para estabelecer protocolos oficiais de tratamento.
Fonte: @exame
