O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), classificou o Bolsa Família como um direito intocável do povo brasileiro.
O que aconteceu
Flávio afirmou que “é um erro” dizer que as pessoas que estão no programa não querem trabalhar. O argumento é comum dentro da sua base aliada, que costuma se posicionar contra políticas assistencialistas e de distribuição de renda.
Pré-candidato do PL ainda defendeu modificações no programa para dar segurança aos beneficiários que conseguirem um emprego formal. “Caso elas consigam um emprego formal, caso consigam abrir a sua própria empresa, elas possam se manter recebendo esse Bolsa Família por um período mais longo do que atual “afirmou”
Esse programa virou um direito adquirido do povo brasileiro. Ninguém tem o direito de tocar ou de acabar com esse programa. Qualquer país do mundo tem um programa para pessoas de baixa renda que têm dificuldade alimentar.
Senador Flávio Bolsonaro
O Bolsa Família foi criado em 2003 pelo presidente Lula (PT). O programa é uma das principais bandeiras do petista, que tem a população de baixa renda na sua base eleitoral. A fala de Flávio é um recado para esse público.
Flávio participou do Veja Fórum Rumos do Brasil na manhã de hoje, no Teatro Santos Augusta, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. O evento discute as prioridades que devem orientar o debate eleitoral e o próximo ciclo de governo.
Fim da reeleição
Pré-candidato disse que vai se empenhar pelo fim da reeleição. Ao final do evento da Editora Abril, Flávio Bolsonaro disse que, se eleito, já na transição de governo, irá usar o prestígio de um presidente recém-eleito para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição, de sua autoria, para acabar com a reeleição.
Senador cogita mandato presidencial de cinco anos. “Faço questão de aprovar esta PEC que eu mesmo fiz para dar esse exemplo, para mostrar que eu não estou aqui por disputa de poder, que não estou aqui por um projeto pessoal”, disse o filho de Jair Bolsonaro (PL). E continuou: “Eu acredito, de verdade, que com essa, com essa impossibilidade de reeleição, eu não sei qual vai ser o tamanho do mandato que o congresso vai aprovar de cinco anos ou quais são as regras eleitorais.
O senador disse que pretende usar o prestígio de presidente recém-eleito para colocar seu projeto de fim da reeleição em prática. “Isso porque todo mundo que senta na cadeira de presidente, a partir do primeiro dia, já começa a pensar na reeleição. Você não tendo a reeleição, isso dá muito mais força para você tomar medidas que não vão ser fáceis”, comentou.
Fonte: @uolnoticias
