EDIÇÃO DA SEMANA | Na manhã de quarta-feira, 3, uma operação da Polícia Civil de Alagoas contra a facção criminosa Comando Vermelho saiu às ruas para cumprir 51 mandados judiciais na Região Metropolitana de Maceió e no estado do Rio de Janeiro. Terminou com vários presos, entre eles o influenciador Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK, dono de 180 000 seguidores no Instagram e, segundo a investigação, incumbido de uma missão pela cúpula local da facção: ser candidato a deputado federal (ele é filiado ao MDB, mas já passou por PP e Solidariedade). No início de maio, José Weder Basílio Rabelo (PP) tornou-se o sexto vereador de Morada Nova (CE) preso neste ano sob suspeita de, entre outros crimes, ter campanhas financiadas por uma poderosa falange cearense, a Guardiões do Estado, que tem conexões com grupos do eixo Rio-São Paulo, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Terceiro Comando Puro (TCP). Os dois casos não são exemplos isolados, mas parte de uma onda de sinais persistentes de que o crime organizado, cada vez mais, se entrelaça com a política.
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