Após a repercussão da intervenção realizada pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) no Conselho Regional de Odontologia de Alagoas (CRO-AL), a defesa do cirurgião-dentista Carlos Macedo apresentou sua versão sobre o caso. Ele falous dos motivos que levaram a Justiça Federal a conceder uma liminar determinando seu retorno ao Conselho.
Segundo o advogado Jardson Coutinho, a intervenção foi decretada sem a realização prévia do procedimento administrativo que, de acordo com a legislação, deveria apurar possíveis irregularidades antes da adoção de uma medida tão extrema. A defesa sustenta que a legislação prevê a nomeação de um delegado especial para conduzir investigação, reunir provas e garantir o contraditório antes da decretação de uma intervenção.
Ainda de acordo com o advogado, a eleição do CRO-AL ocorreu regularmente, com homologação do resultado e posse dos conselheiros eleitos. A defesa afirma que os questionamentos apresentados pela chapa derrotada foram posteriormente encaminhados ao CFO, que decidiu pela anulação do pleito e pela intervenção administrativa.
Jardson Coutinho também argumenta que as acusações divulgadas durante a disputa eleitoral, envolvendo supostos salários elevados e irregularidades administrativas, seriam interpretações equivocadas de informações públicas disponíveis nos portais de transparência. Segundo ele, os pagamentos apontados como irregulares correspondiam a verbas indenizatórias e outras composições remuneratórias previstas legalmente.
O advogado afirmou ainda que a repercussão do caso acabou atingindo a imagem pessoal de Carlos Macedo, destacando que o profissional possui mais de cinco décadas de atuação na odontologia e nunca teria sofrido qualquer sanção relacionada à sua conduta profissional.
A defesa informou que permanece à disposição para apresentar documentos do processo e afirmou que o CRO-AL deverá realizar uma coletiva de imprensa nos próximos dias para esclarecer os desdobramentos da decisão judicial.
Até o momento, o Conselho Federal de Odontologia mantém o entendimento de que a intervenção teve como objetivo preservar a legalidade, a estabilidade administrativa e a confiança dos profissionais no sistema CFO/CROs.
Por Redação.
