Alerta na Saúde – O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta terça-feira estar “profundamente preocupado com a escala e a velocidade da epidemia” de ebola na República Democrática do Congo, diante do avanço acelerado do surto no leste do país.
Segundo o Ministério da Saúde congolês, já foram registrados 513 casos suspeitos e 131 mortes relacionadas à doença. As autoridades ressaltam que parte das mortes ainda está sob investigação para confirmar se houve relação direta com o vírus, mas os números já representam um salto expressivo em relação ao balanço divulgado um dia antes, quando havia cerca de 300 casos suspeitos.
A OMS convocou uma reunião emergencial de seu comitê de crise para discutir a situação. Entre os fatores que mais preocupam a agência estão o aparecimento de casos em áreas urbanas, a morte de profissionais de saúde, a intensa circulação de pessoas na região e a ausência de vacinas e tratamentos aprovados para a variante identificada no atual surto.
O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara do ebola. A OMS declarou no domingo emergência de saúde pública de interesse internacional.
Especialistas e trabalhadores humanitários afirmam que o vírus circulou sem ser identificado por semanas, o que dificultou os esforços de contenção.
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