PENDURICALHOS | Na folha de pagamento do Ministério Público do Rio (MPRJ) de novembro do ano passado, dos 892 procuradores e promotores listados, 791 – o equivalente a 88,6% do total — receberam mais de R$ 100 mil líquidos. E tem mais: 65 deles tiveram vencimentos acima de R$ 150 mil. No topo, três tiveram mais de R$ 200 mil depositados na conta. Não se trata de um mês atípico e o quadro observado no MPRJ está longe de ser um caso isolado no Rio. Ele reflete o impacto de gratificações e indenizações incorporadas à remuneração de servidores de todos os poderes e que não entram no cálculo do teto constitucional. O salário mais alto encontrado pelo GLOBO em pesquisa nos portais de transparência foi o de um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio que recebeu R$ 287.189,87 líquidos em novembro de 2025. Especialista em finanças públicas, o economista André Luiz Marques, professor do Insper, diz que alguns penduricalhos, mesmo amparados por leis, poderiam ser suprimidos se a legislação fosse considerada inconstitucional.
Fonte: Jornal O Globo
