CASO CÃO ORELHA
Os laudos periciais da Polícia Científica de Santa Catarina não identificaram fraturas nos ossos do cão comunitário Orelha e concluíram que a causa da morte do animal não pode ser determinada.
A análise, obtida pela CNN, foi feita após a exumação do corpo e incluiu também a avaliação de imagens de câmeras de segurança registradas no dia do desaparecimento do animal, na Praia Brava, em Florianópolis.
No exame necroscópico, realizado após a exumação, os peritos informaram que o corpo estava em avançado estado de putrefação e esqueletização, o que impossibilitou a análise de tecidos moles e órgãos internos. Por isso, a perícia concentrou-se na avaliação óssea. Nenhuma fratura foi encontrada, inclusive no crânio.
“Todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente, não tendo sido constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana”, diz o documento. Apesar disso, o laudo ressalta que a ausência de fraturas não descarta a possibilidade de traumatismo cranioencefálico.
A perícia também afastou o boato de que um prego teria sido cravado na cabeça do animal. De acordo com o documento, esse tipo de lesão deixaria uma fratura circular no crânio, o que não foi constatado.
O exame identificou ainda patologias crônicas compatíveis com a idade do cão, como espondilose na coluna, degenerações articulares nos joelhos e osteomielite crônica no maxilar esquerdo. Segundo o laudo, essas condições não têm relação com possíveis traumas recentes. “Não há duvida que os menores são inocentes”, diz Rodrigo Duarte, advogado de defesa.
O caso segue sob investigação e envolve adolescentes como principais suspeitos da agressão fatal, o que submete o processo às regras do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). A Polícia Civil solicitou à Justiça a internação de um dos jovens, medida equivalente à prisão no sistema adulto.
Fonte: CNN BRASIL
