A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, anunciada por Lula nesta quinta-feira (20), voltou os holofotes para os bastidores da bancada evangélica. O movimento liderado pelo bispo Samuel Ferreira, da AD Brás/Madureira, é apontado como peça-chave no avanço do nome de Messias.
Samuel Ferreira esteve no Palácio do Planalto ao lado do pastor e deputado Cezinha de Madureira em outubro, em uma articulação que reforçou o peso político do segmento evangélico dentro do governo. O gesto abriu espaço para que Messias, que é evangélico e ligado à Igreja Batista, ampliasse apoio entre líderes religiosos.
Após a confirmação feita por Lula no Palácio da Alvorada, Messias divulgou nota agradecendo orações e manifestações de apoio. Ele afirmou estar honrado com a indicação e disse que, caso seja aprovado pelo Senado, atuará com “dedicação, integridade e zelo institucional”.
Também reforçou compromisso com a Constituição e o Estado Democrático de Direito.
Com 45 anos e trajetória consolidada no meio jurídico, Messias está à frente da AGU desde o início do atual mandato e se tornou um dos nomes mais próximos do presidente em temas sensíveis para o governo.
Agora, a indicação segue para análise no Senado. A articulação evangélica, especialmente a influência de Samuel Ferreira, deve seguir no radar político, já que o movimento é visto como parte da estratégia de Lula para ampliar diálogo com esse público antes das eleições de 2026.
