Desde ontem, 12, no início da noite, o Blog Kléverson Levy havia recebido a informação de que um “construtor” teria sido preso pela Polícia Federal (PF), na cidade de Murici, com cerca de R$ 280 mil.
O fato não havia – ainda – sido publicado pela imprensa ou surgia alguma manifestação da (PF) sobre o assunto. Este jornalista – ainda – tentou mais detalhes, porém, devido ao horário, não obteve sucesso e nada era oficial.
Mas o caso ganhou repercussão nesta quinta-feira, 13, com a divulgação da foto do suposto “empresário” que foi pego com “as mãos na botija”. Mais interessante é que o palco central foi sede do Poder Executivo, na Prefeitura de Murici.
A lembrar que o prefeito atual é Remi Calheiros Filho, é filho do deputado estadual Remi Calheiros, sobrinho de Renan Calheiros e primo do ministro dos Transportes, Renan Filho, todos do MDB. Todavia, o que isso tem a ver com história?
O Blog Kléverson Levy, errando ou acertando, analisou questões que podem ou não serem reais, mesmo que oriundas dos bastidores da política.
1 – Ano pré-eleitoral, de fato, começam a surgir a “malas de dinheiro” sempre com alguém ligado à classe política;
2 – O prefeito anunciou a 19ª edição da Festa da Natureza, que será realizada nos dias 5, 6 e 7 de dezembro, na Praça Padre Cícero, com grande nomes nacionais e gastos exorbitantes para contratações de bandas, palcos e muito mais;
3 – Considerado como “construtor”, o empresário fez o registro – há alguns dias – ao lado do ministro Renan Filho (dos Transportes, estradas, construções e obras).
No entanto, nesses pontos citados como possível “linha de investigação”, qual a ligação de ambos e para que serviria os cerca de R$ 270 mil?
Com a palavra, a PF em Alagoas.
Sendo assim, a própria PF disse à imprensa que, além do dinheiro, foram apreendidos textos escritos à mão que indicam o possível pagamento de vantagens indevidas ligadas a contratos para a execução de obras públicas no município.
Por fim, é bom rememorar – aos leitores e alagoanos – que a apreensão de dinheiro não é novidade em Alagoas, bem como, de “malas pretas” ou quantias altas – em espécie – próximas aos pleitos eleitorais ou até em ano eleitoral.
A recordar de 2022, daquela Apreensão da mala preta (?) com R$ 146 mil e o inquérito na PF ‘sob segredo de Justiça. Os fatos ocorridos – em outubro – foram mostrados na imprensa com provas na mesa, na qual a dinheirama – apreendida com presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o deputado estadual Marcelo Victor (MDB) – foi levada pela PF.
Depois, devolvido pela decisão do juiz da 2ª Zona Eleitoral de Maceió, José Braga Neto, que – à época – pediu para trancar o inquérito policial e devolver ao presidente da Casa de Tavares Bastos os quase R$ 146 mil apreendidos pela Polícia Federal em 2022.
De lá para cá, Alagoas dá exemplo de como a política dos políticos domina nosso estado.
Por fim, a pergunta que não quer calar:
Em terras de Calheiros, os R$ 270 mil precisam de explicações à sociedade?
Será?
É isto!
Fonte: blog do Kleverson Levy
