Belém (PA) sediou, nesta terça-feira (13), a XVII Reunião do Fórum Nacional de Governadores, no prédio de Economia Criativa do Parque da Cidade — futura sede da COP30, que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro de 2025. O governador em exercício, Ronaldo Lessa, representou o estado no encontro e destacou o alinhamento de Alagoas com os eixos centrais da conferência: descarbonização, financiamento climático, justiça ambiental e transição energética.
O evento teve como objetivo alinhar o posicionamento dos estados brasileiros com a agenda da COP30. Ao final da reunião, foi aprovada uma carta conjunta de apoio irrestrito à realização da conferência em Belém, reforçando a soberania da Amazônia, os direitos dos povos originários e o compromisso do país com as diretrizes climáticas globais.
O Parque da Cidade será o centro físico da COP30, dividido em Blue Zone, destinada a negociações diplomáticas, e Green Zone, voltada à sociedade civil. As obras de requalificação e infraestrutura estão em andamento, conduzidas pelo Governo do Pará e pela Comissão Nacional da COP30.
O governador do Pará, Helder Barbalho, destacou a importância de o Brasil falar com uma só voz, conciliando preservação ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico. Para ele, a COP30 deve ser vista como a “COP do Brasil”. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da Comissão Nacional da COP30, reforçou o papel estratégico dos estados e municípios, destacando a união como ponto-chave no enfrentamento dos desafios climáticos.
A lista oficial de participantes incluiu 22 representantes estaduais, entre governadores, vice-governadores e presidentes de assembleias legislativas. Alagoas esteve representada por Ronaldo Lessa, que enfatizou o protagonismo do estado nas agendas climáticas.
“É fundamental que os estados estejam unidos nessa agenda. Alagoas chega a este momento com resultados concretos na transição energética, na inclusão social e na preservação ambiental, mostrando que é possível crescer e cuidar do meio ambiente ao mesmo tempo. O que levamos a Belém demonstra que o nosso estado está alinhado com os eixos da COP30 e pronto para contribuir com soluções reais. A COP30 não é apenas um evento da Amazônia: é a COP do Brasil, e o sucesso dela será o sucesso de todos nós”, afirmou.
Entre os resultados apresentados, Alagoas possui uma matriz energética industrial 99,77% renovável, com 72,2% dessa energia proveniente do bagaço da cana, segundo o Balanço Energético de Alagoas (BEAL) 2024. Até março de 2025, o estado alcançou 463 megawatts de potência instalada em geração solar, com mais de 40 mil sistemas fotovoltaicos. Projetos de parques híbridos solar e eólico avançam no Sertão e Agreste, e estudos técnicos indicam potencial de 340 megawatts em áreas aptas à conexão direta com a rede.
Na dimensão social, o governo estadual promove a inclusão de comunidades rurais, quilombolas e cooperativas agroecológicas em cadeias produtivas sustentáveis, fortalecendo a justiça ambiental.
Além disso, Alagoas desenvolve o Plano Estadual de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas (PEMAC), previsto no Decreto Estadual nº 94.192, de outubro de 2023, e criou o Fórum Alagoano de Mudanças Climáticas, com posse dos membros em maio de 2024. O estado também amplia Unidades de Conservação, adota critérios ambientais em compras públicas e desenvolve programas sustentáveis na agricultura familiar.
O alinhamento de Alagoas com os quatro eixos da COP30 é prático e mensurável: descarbonização com matriz quase totalmente renovável; transição energética com uso de resíduos e fontes limpas; justiça ambiental com inclusão produtiva de comunidades tradicionais; e financiamento climático com incentivos e linhas de crédito para projetos sustentáveis.
