O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer o DIU hormonal como alternativa terapêutica para mulheres com endometriose. A incorporação do dispositivo foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e oficializada no Diário Oficial da União no fim de maio. A previsão é que o método esteja disponível na rede pública em até seis meses, prazo regulamentar para a inclusão de novos procedimentos e medicamentos.
O dispositivo intrauterino (DIU Mirena), que libera o hormônio levonorgestrel, será indicado especificamente para pacientes que não podem utilizar contraceptivos orais combinados ou que não obtiveram sucesso com esse tipo de tratamento.
A endometriose, que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil, ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio se desenvolve fora do útero, provocando dor, inflamações e, em alguns casos, infertilidade. O DIU hormonal atua reduzindo a espessura desse tecido e diminuindo os efeitos do estrogênio, aliviando os sintomas da doença.
Embora seja amplamente conhecido como método contraceptivo, o DIU hormonal também é utilizado em outras frentes de cuidado ginecológico. O dispositivo é indicado no tratamento de cânceres ginecológicos, para controle de fluxo menstrual intenso e como parte da terapia de reposição hormonal na menopausa. Para mulheres que têm contraindicação ao uso de hormônios, o DIU de cobre é uma alternativa viável.
A medida representa um avanço importante na ampliação do acesso a tratamentos menos invasivos e mais eficazes pelo
SUS, especialmente em um país onde a endometriose ainda é subdiagnosticada e o acesso a terapias modernas é desigual.
Segundo especialistas, a iniciativa reforça o papel do sistema público de saúde na oferta de cuidado integral e equitativo às mulheres.
Com informações: IG Delas
Fonte: Mídia Ninja
